
Mas as PEQUENAS incorrecções bíblicas não se ficam por aqui. Reputados historiadores e cientistas que se deram ao trabalho de ler as entrelinhas e as letras mais pequeninas que nunca ninguém lê, descobriram coisas ainda mais interessantes. Quem pagou a conta da ultima ceia, é tema para se discutir ainda por muito século vindouro. Mas para se descobrir quem foi afinal o verdadeiro pai de Jesus Cristo, não foi preciso chegar aos testes de DNA. De facto, a história daquela gravidez inesperada que já deixara José com a pulga atrás da orelha mas com a comichão na testa, parecia muito mal contada. Ainda mais porque diziam as más línguas da época, que a boa da Maria andava enrolada com um soldado romano, um tal de Pantera de alcunha, de nome que não reti mas que sei era nomen tipicamente romano. José, mais velho e pai barbudo de alguns filhos de outras legítimas uniões, quiçá igualmente azaradas, já não dava para o gasto, e a Jovem Maria (o epíteto virginal foi mal traduzido da palavra hebraica que significa Jovem e não Virgem), lá inventou o mais famoso e tangueado alibi de todos os tempos para esconder a facadinha no matrimónio, e que lhe valeu uma viagenzinha de burro até outras paragens.
Posto isto, perante estes factos científicos por mim assimilados numa destas manhãs frias de Dezembro quando frente ao televisor aguardava pacientemente pela chegada dos saldos, o Natal só tem lógica até aos nossos 5, 6 anos, idades em que normalmente deixamos de acreditar nessa simpática, assumida e incontestavelmente inventada figura que é o Pai Natal. Nessas idades pensamos que o tal de menino Jesus deve se apenas mais um puto qualquer mas que terá algo de especial e portanto será o preferido do Pai Natal, o primeiro a receber prendas, tipo logo á meia noite (as minhas só chegavam por volta das 6 ou 7 da manhã, quando já raiava o sol. Estaria portanto lá para o fim das preferências do velhote).
Nesta época deviam-se comprar só brinquedos para os nossos filhos, para os filhos dos nossos amigos, para os filhos sem sorte, e para os dos vizinhos, caso fossemos assim mais a dar para o cínico.
Este post foi escrito GRAÇAS A edp, pela oportuna energia eléctrica fornecida ao meu equipamento informático, ainda que a troco duma parcela do meu ordenado.
E mais agradecimentos:
À rtp1 que oportunamente exibiu um documentário sobre a VERDADEIRA vida de Jesus.
Ao lidl que oportunisticamente importou da Alemanha a pilsener Fink Brau (4,7% vol.), companheira e musa deste post em particular.
“Presumo que fui um pai severo. Sempre disse aos meus filhos: façam o que quiserem, o enterro é de vocês.”
Charles Chaplin, n.16-4-1889 / f.25-12-1977 (alguém em quem valia a pena acreditar).