Desejo não desejar
Há dias em que uma pessoa sente uma enorme falta de si, e logo deseja o que nem sempre é desejável: Pedir a alguém um pouco de si que lhe empreste, prometendo devolver logo que o desejo passe.
Vivemos num mundo subaproveitado. Há pessoas subaproveitadas, talentos, tempo (principalmente os minutos), beleza, ideias, espaços subaproveitados a mais. É por isso que apesar do engarrafamento em que se encontra a existência, ainda há muita coisa para acontecer, muita corda para esticar. Consciente disto, tento aproveitar ao máximo, por exemplo a gasolina que está cara, a sombra, o sol, o sinal amarelo, enfim, a generalidade dos recursos naturais, artificiais e existenciais. Em casa tento aproveitar os cantinhos, tenho uma pequena pancada por prateleiras, ou optimização dos espaços (para ser mais técnico) que não quero de maneira nenhuma deixar subaproveitados. E isto é verdade, o meu berbequim é testemunha. Digo que a pancada das prateleiras é pequena porque de vez em quando espreito uma revista de decoração onde tudo me parece grande, genial, muito bem aproveitado.
Monge
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"Já me deixei dessas coisas... Agora se tenho vontade de chorar, ponho-me a rir" - pode ser o ovo de colombo da psicoterapia ou um delirio prozacquiano. O caminho é feito todo assim, a rir, olhos azuis muito abertos, um constante esgar da felicidade atirado a um espelho que é a indiferença de todos. Não sei se esteve todo aquele tempo a chorar.
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