Ricos
"O gosto só se adquire pela contemplação do excelente, não do razoaável", Goethe, sem tirar nem pôr in "Espiral da Loucura", perdão, "Espiral do Tempo", número sete, revista de alto gabarito sobre o mundo relojoeiro e seus artesãos, como o Franck Muller, rapaz que aparece na capa, de mãos nos bolsos, estilo 'miami vice', com cara de "comprem-me relógios porra!", e que se meteu nisto há dez anos e agora já se dá ao luxo de ter o seu modelo Franck Muller Big Ben à venda por uns € 28.725,00. É pegar ou largar! A isto chama-se 'excelente'. 'Razoaável' chama-se ao relógio Prime Time, resistente até 30 metros debaixo de água, com três anos de garantia, e que poderá ser encontrado num qualquer supermercado Lidl por € 6,99. "Os ricos têm o tempo e os pobres os dias", Francisco Umbral, in mesmo sítio, pág. 119.
quinta-feira, março 06, 2003
"- Nunca vou conseguir atingir os resultados que pretendo
- Não me consigo motivar
- Está demasiado frio
- Aborreço-me com facilidade
- Não tenho tempo suficiente
- Estou demasiado cansado
- Sou demasiado velho
- Quero passar mais tempo com a minha família & amigos
- Estou demasiado deprimido"
in, # news, holmes place (cadeia de ginásios de fitness/musculação)
- Não me consigo motivar
- Está demasiado frio
- Aborreço-me com facilidade
- Não tenho tempo suficiente
- Estou demasiado cansado
- Sou demasiado velho
- Quero passar mais tempo com a minha família & amigos
- Estou demasiado deprimido"
in, # news, holmes place (cadeia de ginásios de fitness/musculação)
Bush + Petróleo = Gasolina
O folclore está na nossa essência... Atentem-se as recentes campanhas anti-bush! O senhor Bush é o nosso alter ego. Ele apenas está a defender o nosso direito de termos gasolina para o nosso carrinho japonês, de podermos comprar DVDzinhos para os nossos leitores de DVD que iremos comprar, ultimo modelo, se ainda não temos. Claro que ele está a borrifar-se para o que se passa no resto de mundo, desde que não seja escandalosamente evidente. E somos nós quem decidimos o que é ou não é escandalosamente evidente. O que se passa no resto do mundo geralmente é a fome e a violação dos direitos humanos. E nós, que não somos o resto do mundo ? Estaremos dispostos a abdicar das nossa vidinhas tecnologicamente fúteis, das nossas casinhas engavetadas... Não ouvem a barulheira que fazemos, a gritarmos agarradinhos aos nossos salários, que por favor, nós queremos continuar a consumir roupinha de marca, e de vez em quando ir ao Mc’Donalds, e comprar umas revistas com umas gajas boas na capa, e continuar a ver o Figo na Sport-TV, e a ter gasolina... Já nos demos conta da relação intima que a gasolina e o petróleo mantém ? Não somos todos filhos dessa relação ? Haverá melhor defensor dos nossos direitos que o Sr. Bush ? Sim ?!! Quem ? O Chirac ? Pensem bem... É obvio que o macaco do Saddam tem armas de destruição maciça. Quando os generais dele aconselham os Americanos a estarem quietinhos, que se invadirem o Iraque morrerão aos milhões... Com quê ? Com aquelas armas artesanais com munições de brincar de madeira ? Aliás, o próprio Saddam é uma arma de destruição maciça, de liberdade, de consciência... Vejam como está o povo Iraquiano. Deve ser dos povos mais fanatizados, logo miseráveis do mundo. Ok, materialmente poderá ser também por culpa do embargo, mas espiritualmente... E mesmo materialmente, viram o que o fulano fez aos carros civis que furaram o embargo como sendo alimentos ? (os gajos podiam trocar petróleo por alimentos. Os Japoneses da Nissan, lá fizeram entrar jipes disfarçados de sacos de batatas) Converteram-nos em máquinas de guerra (jipes metade action man metade marés vivas só que suicidas em vez de loiras no banco da frente).
Os alicerces da nossa civilização Ocidental, sempre foram a exploração de recursos do planeta, a usurpação de terras e de culturas, a escravatura legalizada do homem. Sempre foi assim, ao longo de séculos, aniquilámos tudo á nossa passagem para que hoje pudéssemos estar onde estamos, a magnifica e gloriosa civilização ocidental. E vamos continuar, com ou sem Bush. Venha outro, e receberá esta pesada herança, com cada um de nós a reclamar o seu quinhão.
Tudo se resume á lei do mais forte. Até ao nível celular é assim. E parece-me óbvio que continuamos a ter pouco mais do que a racionalidade duma bactéria.
Entre um mundo Iraquizado (como descaradamente os fundamentalistas como o Saddam, o Bin Laden e comparsas desejam, e não duvidemos que não fosse termos ‘A força’ do nosso lado estaríamos todos a comer o pó do caminho para Meca ) e o mundo Americanizado, obviamente prefiro o segundo, mas desejo um outro. E é isso que neste mundo pudemos fazer, livremente, desejar algo melhor, e criticar livremente e construir, sem termos um quadro numa linda moldura dourada com um gajo de bigodes á frente.
O folclore está na nossa essência... Atentem-se as recentes campanhas anti-bush! O senhor Bush é o nosso alter ego. Ele apenas está a defender o nosso direito de termos gasolina para o nosso carrinho japonês, de podermos comprar DVDzinhos para os nossos leitores de DVD que iremos comprar, ultimo modelo, se ainda não temos. Claro que ele está a borrifar-se para o que se passa no resto de mundo, desde que não seja escandalosamente evidente. E somos nós quem decidimos o que é ou não é escandalosamente evidente. O que se passa no resto do mundo geralmente é a fome e a violação dos direitos humanos. E nós, que não somos o resto do mundo ? Estaremos dispostos a abdicar das nossa vidinhas tecnologicamente fúteis, das nossas casinhas engavetadas... Não ouvem a barulheira que fazemos, a gritarmos agarradinhos aos nossos salários, que por favor, nós queremos continuar a consumir roupinha de marca, e de vez em quando ir ao Mc’Donalds, e comprar umas revistas com umas gajas boas na capa, e continuar a ver o Figo na Sport-TV, e a ter gasolina... Já nos demos conta da relação intima que a gasolina e o petróleo mantém ? Não somos todos filhos dessa relação ? Haverá melhor defensor dos nossos direitos que o Sr. Bush ? Sim ?!! Quem ? O Chirac ? Pensem bem... É obvio que o macaco do Saddam tem armas de destruição maciça. Quando os generais dele aconselham os Americanos a estarem quietinhos, que se invadirem o Iraque morrerão aos milhões... Com quê ? Com aquelas armas artesanais com munições de brincar de madeira ? Aliás, o próprio Saddam é uma arma de destruição maciça, de liberdade, de consciência... Vejam como está o povo Iraquiano. Deve ser dos povos mais fanatizados, logo miseráveis do mundo. Ok, materialmente poderá ser também por culpa do embargo, mas espiritualmente... E mesmo materialmente, viram o que o fulano fez aos carros civis que furaram o embargo como sendo alimentos ? (os gajos podiam trocar petróleo por alimentos. Os Japoneses da Nissan, lá fizeram entrar jipes disfarçados de sacos de batatas) Converteram-nos em máquinas de guerra (jipes metade action man metade marés vivas só que suicidas em vez de loiras no banco da frente).
Os alicerces da nossa civilização Ocidental, sempre foram a exploração de recursos do planeta, a usurpação de terras e de culturas, a escravatura legalizada do homem. Sempre foi assim, ao longo de séculos, aniquilámos tudo á nossa passagem para que hoje pudéssemos estar onde estamos, a magnifica e gloriosa civilização ocidental. E vamos continuar, com ou sem Bush. Venha outro, e receberá esta pesada herança, com cada um de nós a reclamar o seu quinhão.
Tudo se resume á lei do mais forte. Até ao nível celular é assim. E parece-me óbvio que continuamos a ter pouco mais do que a racionalidade duma bactéria.
Entre um mundo Iraquizado (como descaradamente os fundamentalistas como o Saddam, o Bin Laden e comparsas desejam, e não duvidemos que não fosse termos ‘A força’ do nosso lado estaríamos todos a comer o pó do caminho para Meca ) e o mundo Americanizado, obviamente prefiro o segundo, mas desejo um outro. E é isso que neste mundo pudemos fazer, livremente, desejar algo melhor, e criticar livremente e construir, sem termos um quadro numa linda moldura dourada com um gajo de bigodes á frente.
Final
Sim, eu também estava lá. No terceiro anel, lado sul, por detrás da baliza onde foram apontados os pénaltis. A única vez que fui ao estádio da luz. (que grande benfiquista!!!) Era aquele miúdo com uma bandeirita de Portugal na mão. Reparam em mim ? Pois, acho que com toda a certeza que não! Quem iria reparar ?! E na bandeirita ?
Sim, eu também estava lá. No terceiro anel, lado sul, por detrás da baliza onde foram apontados os pénaltis. A única vez que fui ao estádio da luz. (que grande benfiquista!!!) Era aquele miúdo com uma bandeirita de Portugal na mão. Reparam em mim ? Pois, acho que com toda a certeza que não! Quem iria reparar ?! E na bandeirita ?
quarta-feira, março 05, 2003
Vamos á feira
Leio algures numa página do livro que leio algures, mais propriamente entre a estação do Pragal e Campolide, que quando toda a gente anunciava (eu não!) que o mundo com a globalização se iria transformar numa aldeia (global), transformou-se antes num feira global. Mas é claro que sim. Está na cara que sim. E ninguém faz nada ? Ou está tudo na bicha para ser atendido ?
Leio algures numa página do livro que leio algures, mais propriamente entre a estação do Pragal e Campolide, que quando toda a gente anunciava (eu não!) que o mundo com a globalização se iria transformar numa aldeia (global), transformou-se antes num feira global. Mas é claro que sim. Está na cara que sim. E ninguém faz nada ? Ou está tudo na bicha para ser atendido ?
FM - ro
Nunca me dei bem com o efémero. Nunca achei piada oferecer a alguém um ramo de flores, sabendo que passados uns dias elas vão esmorecer e morrer, tudo o que menos desejo. Uma flor então nem pensar. Um ramo ainda é uma estatística, uma flor uma poesia. Logicamente tenho tido alguma dificuldade em dar-me bem com a vida. Ainda mais com os fins de semana e feriados, principalmente quando calham a meio da semana. Mas há coisas ainda mais obviamente efémeras que a própria vida que ao contrário do que dizem não são dois dias. E muito menos o carnaval são três. O Carnaval só é bonito no Brasil porque é lá que ele vive. Nos subúrbios do mundo são algumas horas onde as pessoas tem necessidade de exorcizarem o que é que quer que seja. Este o que é que quer que seja geralmente é preocupante e deveria ser alvo de estudo. Não sendo possível dada a falta de cadeiras na sala de espera, o que proponho é que a vida e o carnaval deiam as mãos, os pés e principalmente as bundinhas. E que assim seja todos os dias. Ou seja, que se fundam os dois e nasça a Carnavida ou a Vidaval. Acabava-se o efémero lógico, começava a existência em frequência modelada.
Nunca me dei bem com o efémero. Nunca achei piada oferecer a alguém um ramo de flores, sabendo que passados uns dias elas vão esmorecer e morrer, tudo o que menos desejo. Uma flor então nem pensar. Um ramo ainda é uma estatística, uma flor uma poesia. Logicamente tenho tido alguma dificuldade em dar-me bem com a vida. Ainda mais com os fins de semana e feriados, principalmente quando calham a meio da semana. Mas há coisas ainda mais obviamente efémeras que a própria vida que ao contrário do que dizem não são dois dias. E muito menos o carnaval são três. O Carnaval só é bonito no Brasil porque é lá que ele vive. Nos subúrbios do mundo são algumas horas onde as pessoas tem necessidade de exorcizarem o que é que quer que seja. Este o que é que quer que seja geralmente é preocupante e deveria ser alvo de estudo. Não sendo possível dada a falta de cadeiras na sala de espera, o que proponho é que a vida e o carnaval deiam as mãos, os pés e principalmente as bundinhas. E que assim seja todos os dias. Ou seja, que se fundam os dois e nasça a Carnavida ou a Vidaval. Acabava-se o efémero lógico, começava a existência em frequência modelada.
F...
Ás segundas feiras dou de caras sem poder dar com os pés, com este exercício de mediocridade assalariada misturada com o suave odor da estupidez que espreita na nesga da porta. Os vencedores do fim de semana exibem o trofeu da vitória de mãos vazias e cabeça a condizer. Regozijam-se pelo discreto prazer que é julgarem ter provocado qualquer espécie de dor que passe pela humilhação ou vergonha da derrota aos outros. Falo do futebol. E de futebol deve falar-se o menos possível, e muito menos ler-se.
Ás segundas feiras dou de caras sem poder dar com os pés, com este exercício de mediocridade assalariada misturada com o suave odor da estupidez que espreita na nesga da porta. Os vencedores do fim de semana exibem o trofeu da vitória de mãos vazias e cabeça a condizer. Regozijam-se pelo discreto prazer que é julgarem ter provocado qualquer espécie de dor que passe pela humilhação ou vergonha da derrota aos outros. Falo do futebol. E de futebol deve falar-se o menos possível, e muito menos ler-se.
segunda-feira, março 03, 2003
Um conto indiferente
Era uma vez um pequeno conto. Franzino, engelhado, quase medíocre mas muito ambicioso. A sua história começa na primeira letra, à qual se juntam outras, espaços e sinais. Formam-se as primeiras palavras, as primeiras linhas... A primeira folha. E a seguir nada mais surge. A alma esvazia-se em apenas uma folha. Uma folha ? Que generosidade! Acabaram-se muito antes as letras e os espaços cuja sequência deveria fazer sentido. Frustração. Tudo o que este conto queria era ser um livro. Um livro com uma bela e luzidia lombada. Um romance, uma novela, um drama ? Pormenores sem interesse. Pode ler-se mas não se pode agradar à lua e ao sol. Mas queria sobretudo ser um livro farto, cheio de conteúdo mas sem ser fanfarrão. Muito para esfolhar, muito até chegar ao fim. Um livro apetecido, devorado pelos entusiastas, que não deixasse ninguém com essa sensação de... indiferença ?...
Era uma vez um pequeno conto. Franzino, engelhado, quase medíocre mas muito ambicioso. A sua história começa na primeira letra, à qual se juntam outras, espaços e sinais. Formam-se as primeiras palavras, as primeiras linhas... A primeira folha. E a seguir nada mais surge. A alma esvazia-se em apenas uma folha. Uma folha ? Que generosidade! Acabaram-se muito antes as letras e os espaços cuja sequência deveria fazer sentido. Frustração. Tudo o que este conto queria era ser um livro. Um livro com uma bela e luzidia lombada. Um romance, uma novela, um drama ? Pormenores sem interesse. Pode ler-se mas não se pode agradar à lua e ao sol. Mas queria sobretudo ser um livro farto, cheio de conteúdo mas sem ser fanfarrão. Muito para esfolhar, muito até chegar ao fim. Um livro apetecido, devorado pelos entusiastas, que não deixasse ninguém com essa sensação de... indiferença ?...
Bocadinhos de palavras nuas bonitas
iconoclasta
do Gr. eikonoclástes, destruidor de imagens
adj. e s. m., destruidor de imagens; aquele que condena o culto das imagens ou dos ídolos;
(fig.), aquele que tenta destruir ideias religiosas, opiniões estabelecidas, tradições.
ateu
do Lat. átheu < Gr. a-theós, sem Deus
s. m., aquele que nega a existência de Deus; incrédulo;
adj., ímpio.
laico
do Lat. laicu
adj., leigo; secular;não religioso.
niilismo
do Lat. nihil, nada
s. m., redução ao nada; descrença absoluta; doutrina política russa que recusava toda e qualquer imposição social e que defendia que o progresso da sociedade só seria possível após a destruição de tudo o que socialmente existe;
(Filos.), doutrina segundo a qual não existe nada de absoluto (inexistência de realidade substancial) nem possibilidade de conhecimento do real e que, por isso, se caracteriza por um pessimismo metafísico e por um cepticismo relativamente aos valores tradicionais (morais, teológicos, estéticos)
iconoclasta
do Gr. eikonoclástes, destruidor de imagens
adj. e s. m., destruidor de imagens; aquele que condena o culto das imagens ou dos ídolos;
(fig.), aquele que tenta destruir ideias religiosas, opiniões estabelecidas, tradições.
ateu
do Lat. átheu < Gr. a-theós, sem Deus
s. m., aquele que nega a existência de Deus; incrédulo;
adj., ímpio.
laico
do Lat. laicu
adj., leigo; secular;não religioso.
niilismo
do Lat. nihil, nada
s. m., redução ao nada; descrença absoluta; doutrina política russa que recusava toda e qualquer imposição social e que defendia que o progresso da sociedade só seria possível após a destruição de tudo o que socialmente existe;
(Filos.), doutrina segundo a qual não existe nada de absoluto (inexistência de realidade substancial) nem possibilidade de conhecimento do real e que, por isso, se caracteriza por um pessimismo metafísico e por um cepticismo relativamente aos valores tradicionais (morais, teológicos, estéticos)
Filmes Favoritos deste gajo:
2001 # A Clock Work Orange # A Perfect World # Alien III # Alien IV # Alien # Aliens # American History X # Amor Perro # Beloved # Blade Runner # Brasil # Breaking the Waves # Cat Peopple # Delicatessen # Dr. Strangelove # Eyes Wide Shut # Gosto dos Outros, O # Gato Preto, Gato Branco # Heat # Hellraiser # Jacob’s Ladder # Le Fabuleux Monde de Amélie Poulain # La Cité des Enfants Perdues # Lost Highway # Matrix # Orlando # Raising Arizona # Sleeper # The Elephant Man # The Exorcist # The Hunger #
The Party # The Sugarland Express
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